09/04/2007
Guerra de Tróia (continuação)
Mais uma figura importante da Guerra de Tróia:
HelenaNa mitologia grega, Helena de Tróia era filha de Zeus e de Leda, irmã gêmea da rainha Clitemnestra, irmã de Castor e Pólux, esposa do rei Menelau, com a reputação de mulher mais bela do mundo. O seu rapto feito pelo príncipe troiano Páris desencadeou uma guerra. Após este acontecimento, foi perdoada pelo marido, e levada de volta para Esparta, seu reino.
Existem várias versões sobre o seu fim. Segundo Pausânias, após a morte de Menelau, ela foi expulsa do reino pelo seu enteado, Nicostrato. Foi morar com a rainha Polixo, que fingiu ser amiga mas queria vingança pela morte do marido Tlepólemo. Quando Helena estava tomando banho, a rainha mandou as servas vestidas de Fúrias, que a enforcaram.
Abaixo: Helena de Troia segundo Evelyn de Morgan
Relatado por Senhor das Guerras
às 09/04/2007
23/04/2007
Guerra de Tróia (continuação)
Para encerrar as figuras importantes da Guerra de Tróia.
Menelau
rei lendário da Lacedemónia (Esparta), é filho de Atreu e irmão mais novo de Agamémnon. O rapto da sua mulher (Helena) por Páris, deu origem à Guerra de Tróia.
Depois da queda de Tróia, recuperou a esposa e vagueou durante oito anos pelas costas do Mediterrâneo até regressar a casa.
Conta Homero que Menelau não era dos melhores guerreiros, mas era muito nobre e possuía grandes riquezas. Menelau e Helena tiveram uma filha chamada Hermíone.
Aquiles
era filho de Peleu, rei dos mirmidões na Tessália e da ninfa Tétis. Zeus e Posídon levaram-na até um oráculo que viu na sua mão que ela teria um filho que seria maior que o próprio pai, e por isso resolveu dá-lo a outra pessoa. De acordo com a lenda, Tétis tentou tornar Aquiles invencível mergulhando-o no rio Estige. Porém, ao mergulhá-lo, segurou-o pelo tendão de um dos calcanhares (o tendão de Aquiles). Assim, esta parte ficou vulnerável, podendo levá-lo à morte. Essa versão parece ser recente: não é conhecida de Homero, nem mencionada por Ovídio. Na versão original, é a armadura de Aquiles que é invulnerável, sendo a parte do calcanhar naturalmente desprotegida. Posteriormente a história se desenvolveu por metonímia, transformado-se o corpo todo do herói em invulnerável, o que faz pouco sentido no contexto da lenda.
Um oráculo disse que, se Aquiles fosse a Tróia, morreria lá. Sua mãe escondeu-o na corte de Licomedes em Scyrus disfarçado de mulher. Lá teve um romance com Deidamia resultando numa criança, Neoptolemo. Foi descoberto por Odisseu disfarçado de vendedor ambulante de bugigangas e armamentos. Foi desmascarado por um toque de trombeta quando se viu compelido a não se acovardar e tomar a lança de um atacante. Daí precisou de pouca coisa para decidir ir a Tróia.
Heitor
Como o seu pai foi incapaz de combater, durante o cerco de Tróia feito pelos Aqueus, devido à sua avançada idade, Heitor foi nomeado general das tropas troianas. A sua força, coragem e eficiência na guerra foram enormes: nos poemas épicos de Homero, Heitor é responsável pela morte de 28 heróis Gregos; nem Aquiles obtém um número tão grande (24 heróis Troianos caídos a seus pés). Pela voz do Destino, os Troianos estavam informados que as muralhas de Tróia nunca cairiam enquanto Heitor se mantivesse vivo.
Na Ilíada, Homero chama-o de "domador de cavalos", devido a preocupações de métrica e porque, de modo geral, Tróia era conhecida por ser criadora de cavalos. Na narrativa da Ilíada, no entanto, Heitor nunca é visto com cavalos. Outro epíteto que lhe é característico é "o do elmo flamejante".
Heitor contrasta fortemente com Aquiles. Se por um lado Aquiles foi essencialmente um homem de guerra, Heitor representa Tróia e aquilo por que esta lutava. Alguns estudiosos têm vindo a sugerir que é Heitor, e não Aquiles, o verdadeiro herói da Ilíada. A sua repreensão a Polidamante, dizendo-lhe que lutar pela pátria era o primeiro e único presságio, tornou-se provérbica para os patriotas Gregos. É por ele que podemos ver pormenores sobre como seria a vida em Tróia, em tempo de paz, e noutros sítios de civilização mediterrânica da Idade do Bronze descrita por Homero. Na Ilíada, a cena em que Heitor se despede da sua esposa Andrómaca e do seu filho é particularmente comovente.
Durante a Guerra de Tróia, Heitor matou Protesilau e foi ferido por Ájax. Nos quadros de guerra descritos na Ilíada, ele luta com muitos dos guerreiros Gregos e normalmente (mas nem sempre) consegue matá-los ou feri-los. Quando, sob a assistência de Apolo, ele mata Pátroclo e desbarata todo o exército grego, parece que se chegou a um ponto de viragem no decorrer da guerra.
No entanto, o destino pessoal de Heitor, decretado por Zeus no início da história, nunca está em dúvida. Aquiles, irado pela morte do seu amigo Pátroclo, mata Heitor e arrasta o seu cadáver à volta das muralhas de Tróia. Finalmente, por intervenção de Hermes, Príamo convence Aquiles a permitir que o seu corpo seja recuperado de modo a prestarem-lhe cerimónias fúnebres. O último episódio da Ilíada é o funeral de Heitor, depois do qual a perdição de Tróia é uma questão de tempo.
No saque final a Tróia, como é descrito no Canto II da Eneida, o seu pai e muitos dos seus irmãos são mortos, o seu filho é atirado do cimo das muralhas, por medo que este vingue a morte do seu pai, e a sua esposa é transportada por Neoptólemo para viver como escrava.
Agamemnon
Agamêmnon/Agamémnon (em grego, Aγαμέμνων — "muito resoluto"), um dos mais distintos heróis gregos, era filho do rei Atreu de Micenas (ou Argos) e da rainha Aerope/Érope, e irmão de Menelau. Alguns pensam que foi uma pessoa verdadeira.
Relatado por Senhor das Guerras
às 23/04/2007